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  Os Pioneiros

A Costa dos Corais tem seus pioneiros. Gente que acreditou no potencial da região quando a atividade turística ainda era incipiente. Nada mais justo do que reconhecer o valor destes empreendedores pela importante participação no desenvolvimento do litoral norte de Alagoas, que ajudaram a transformar neste hoje famoso destino denominado Costa dos Corais. Homenagear estes pioneiros é tarefa que o Maragogi Online assume com prazer.
 
 

Márcio Vasconcellos Silva
 

VISÃO, DEDICAÇÃO E AMOR À REGIÃO.

Márcio Vasconcellos Silva sempre desempenhou importante papel no desenvolvimeto da Região, em setores tão diversos como a atividade canavieira e o turismo. Pode-se afirmar que seu empreendedorismo acelerou sobremaneira a consolidação do litoral norte de Alagoas como importante destino turístico nacional. No segmento turismo começou seu trabalho por Maragogi, onde inaugurou há vinte anos o Club Hotel Salinas do Maragogi, hoje Salinas do Maragogi Resort. Logo depois foi a vez do Hotel Fazenda Marrecas e, mais recentemente, o Salinas de Maceió Beach Resort. Aqui ele conversa com o Maragogi Online.

Maragogi Online - O que o levou a investir na região numa época em que a atividade turística ainda era incipiente?
Márcio Vasconcellos Silva - Minha vida está dividida em décadas onde em cada uma tive uma meta e nela desenvolvi a arte do empreendimento. Após construir e consolidar o Destilaria São Gonçalo no inicio da década de 80 minha andanças pelo mundo fez despertar em mim a vontade de acreditar que o litoral norte de Alagoas tinha uma vocação adormecida para o turismo. Ao mesmo tempo em que vislumbrava o futuro voltado para o mar a atividade canavieira me desencantava. As politicas públicas, a incerteza do Proalccol, a condição de trabalho nos campos tudo conspirava para de costa para o canavial acreditar no potencial de nosso litoral. Assim, no final da década, construi o Hotel Salinas.

MOL - Engenheiro por formação, o que o levou a dedicar-se ao setor de hotelaria?
MVS - Dois desafios, primeiro a experiência em construção civil e o desafio de enfrentar uma atividade voltada para vender alegria.

MOL - Quantos quartos o Salinas disponibilizava quando inaugurou e quantos oferece hoje?
MVS - O projeto inicial contemplava 68 unidades que, durante sua construção, num passe de mágica na utilização da topografia passou para 92. Hoje, ao longo de duas décadas passamos a oferecer 236 unidades habitacionais.

MOL - O que o senhor poderia definir como diferencial do Salinas do Maragogi neste hoje competitivo segmento?
MVS - Calcado nas experiências do Caribe e do México passamos ao regime de All Inclusive que acreditamos ser o futuro da hotelaria de lazer, basicamente os resorts.

MOL - Recentemente o Grupo Salinas inaugurou o Salinas de Maceió. Fale um pouco sobre este novo empreendimento.
MVS - O Salinas de Maceió é um moderno com arquitetura marcante e uma proposta de Resort compacto como dizemos a 30 segundos da praia e próximo de uma área urbana da qualidade turística de Maceió. Tivemos em seu primeiro ano uma ocupação surpreendente.

MOL - Quais os projetos do Grupo Salinas para curto, médio e longo prazos?
MVS - Temos como objetivo a consolidação do destino IPIÓCA e investir dentro dos próximos anos no trecho que consideramos o melhor do Nordeste em qualidade de praia, vegetação litoranea, aguas mornas, ventos para pratica de esportes naúticos e oferta de aeroportos. É o litoral compreendido entre Recife e Maceió. Nele se insere a Costa dos Corais, uma das maiores formações de arrecifes (corais) do mundo.

MOL - Qual a real situação de setor de serviços de hotelaria na região e o que pode ser melhorado?
MVS - Nós geramos os serviços de hotelaria, geramos riqueza para a região via os empregos e formação de mão de obra e contribuimos com uma receita de impostos de vulto para os municipios e Estado. Para se ter uma ideia, somente em ISS o Salinas de Maragogi paga a Prefeitura algo em torno de um milhão de reais. Urge uma melhoria no descaso da Al 101 hoje uma tábua de pirulito tapada e remendada. Outro ponto é sobre a questão da segurança e melhoria no sistema de educação e saúde. Pela geração de empregos e pelo recolhimento de INSS que geramos, já é tempo de ter-mos um Hospital na região. São 50 anos que transito entre Recife e Maceió. Nenhum hospital foi construido.

MOL - Há alguns anos se fala na construção do aeroporto de Maragogi. Qual a real situação do projeto e qual sua opinião sobre o mesmo?
MVS - A pista de um aeroporto corresponde a um trecho de pavimentação de 8 km, que pouco representa em termos de rodovia. Entretanto, transformado em pista de rolamento de aeronave ligaria Maragogi ao mundo.

MOL - A Costa dos Corais é rica em biodivesidade, que é o seu principal atrativo. O senhor acha que o meio ambiente vem tendo o tratamento adequado?
MVS - Isto é um fato que que requer questionamento junto aos orgãos do governo estadual e federal.

MOL - Maragogi é o segundo pólo de turismo de Alagoas. Na sua opinião, já pode ser considerado um destino realmente consolidado em nível nacional / internacional?
MVS - A medida que novos projetos sejam implantados e que o destino Maceió/Recife seja fortalecido teremos realmente um destino integrado. Isto é, segundo minha opinião, o que nos interessa, e não estar pensando apenas no destino Maragogi. Suape estará presente.

MOL - Gostaria de fazer algumas considerações finais?
MVS - Como escrevi recentemente no artigo "Descaso na rota do Turismo", o que mais necessitamos é de rodovia de qualidade para proporcionar aos nossos hóspedes que vem dos estados do sul, sudeste e centro oeste, e que representam 80% de nossa ocupação, um percurso confortável e seguro.

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Glênio Cedrim, Luiz Cláudio Melo